Ciente de que o termo economia é processo que envolve produção, circulação e demanda, e cultura é tudo aquilo que define o indivíduo (vivência, formação, religiosidade, conceitos e préconceitos etc.), colocamos entre esta dupla a palavra criativa e teremos em mãos quebra de paradigmas para gestão e inovação.

Estimular a criatividade considerando a experiência vivencial aliada à formação acadêmica mostrou-se interessante e eficiente caminho em busca de processos de inovação nos quais os bens intangíveis têm um importante destaque. Ao mesmo tempo que propõe novos caminhos para velhas coisas, valores como ética, transparência e respeito são base imprescindível para desenvolver processos criativos de forma sustentável. Entenda-se ai como “sustentável” não só questões relacionadas ao meio ambiente, mas também como pensamento que se independe de “receitas pré-formatadas”. Neste novo momento, torna-se urgente o estímulo criativo como forma de desenvolvimento intelectual, independentemente de formação acadêmica ou condição socioeconômica e cultural.

Joinville tem um grande potencial para transformar-se em uma cidade criativa: além da formação em design, moda e tecnologia e a movimentação de grupos artísticos da cidade que já são indústrias criativas, temos um forte polo industrial, além de grandes eventos consolidados que poderiam ser base para construção de desenvolvimento criativo envolvendo inclusive comunidades de baixo IDH. Com todo este potencial, é possível gerar economia criativa com desenvolvimento econômico e sociocultural consistente em que parcerias publico-privadas poderiam ser molas propulsoras de inúmeras possibilidades.